quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aeroplano na roça




Na Fazenda da Fortuna - Baldim
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CAUSO VERÍDICO (ou seria venérico)
Quando em Baldim tinha campo de aviação, foi isturdia mermo, alí onde hoje é o terreno da Neuz ou da D. Téia, um Teco-Teco, tava fazeno gracinha e deu defeito e teve que aposar lá na barra do Corgo Grande. 
Meu cumade Geraldo Lemes, viu o acontecido, muntô na eguinha e foi lá pra perto. Chegano lá, apiô e ficou de cócora, sentado nos carcanhá, observano o piloto, que mexia dum lado , tentava impurra o teco-teco, pra vê se achava um lugar dele levantar vôo dinovo... o cumpade lá só oiano, uma hora, o piloto apelô e gritou brabo mermo, com o cumpade: 
__Cumé quié, cê nunca viu avião, não? 
O cumpade Geraldo Lemes, calmim respondeu: 
 __ Atolado, é a premera vez! 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

19 - Serra do Cipó


Cachoeira Grande
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

18 - Môio de repôio

 Cabêsse de repôio
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MÔIO DE REPÔIO
5 dente de áio
3 cuié de óio
1 cabêsse de repôio picado bem finin
1 cuié de mastumati

1 cuié de sal
Modi fazê:
Cascá, picá e socá o áio cum sal.
Quentá o óio.
Fritá o áio no óio bem quentin.
Fogá o repôio puriba do áio fritin.
Pô a mastumati e mexê bem rapidin.
Pagá o fogo mode num queimá.
Tá prontin.
Pode sirvi cum arrôis e melete.
Fica um trem bão dimais da conta.
Sê vai vê.
Bom pititi!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

17 - Fogão de lenha


 Fogão de lenha
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FOGÃO DE LENHA
O fogão de lenha é uma tradição
que faz parte da maioria das cozinhas mineiras.
Mito ou verdade a comida de fogão a lenha
é mais gostosa porque é feita devagar,
no meio de uma boa prosa.
Todos querem chegar mais perto
pra pegar um cantin quentin do fogão
ou um torresmin de tira gosto.
O segredo do fogão de lenha está
na atração que ele exerce sobre a família
que se reune ao seu redor
pra contar os famosos causos de mineiro.

16 - Pão duro



 Cumida de fazenda
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PÃO DURO
Mai,
mineiro tamém tem fama de pão duro.
Os antigo conta, que nas fazenda,
eles tinha aquelas mesa grande,
de madeira,
cum aqueles gavetão,
e que, se parecesse uns e outro
na hora do cumê,
que era um Deus nos acuda
pra guardar as panela no gavetão
e fingí que já tinha passado da hora
de armuçá ou jantá.
Outros dizia que os mais pobre
tinha era vergonha da cumida:
arroz de pilão...
feijão tropeiro cum lingüiça de porco...
torresmo... ovo frito...
couve picadinha...cum quiabo e angu...
essas coisa.
Óia só quis trem bão...
Vergonha de quê, Sô?

Bão dimais da conta, né?

15 - Hospitaleiro

Fazenda Colonial Mineira
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MODÉSTIA Á PARTE...
somos um povo hospitaleiro como poucos.
Temos a fama de desconfiados,
mas nossas visitas não ficam sentadas na sala.
Mineiro recebe visita na cozinha
pra tomar cafezin no copo, em pé,
com Pão de queijo ou Bolo de fubá,
quentin, saindo do forno.
De discunfiado nóis num tem nada.
Mineiro é discunfiado de outras coisa,
tipo, negócios e mulher.
Aí sim,
mineiro come quéto mermo!

14 - Como fazer um mineiro correr

 Mineirin correno atrás do queijo
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PURA INVEJA
Dizem por aí
que pra fazer um mineiro correr
basta rolar um queijo morro abaixo
que ele corre atrás pra pegar.
Realmente,
só nós sabemos como é bom
um queijo canastra,
ou um requeijão de raspa,
uma muçarela de trança.
Acredito que por trás desta ironia
exista uma pitadinha de inveja
da nossa comida de fogão a lenha,
dos nossos doces de frutas,
das nossas montanhas e cachoeiras.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

13 - Mercado Central

 Mercado Central
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MERCADO CENTRAL
é um ponto de encontro dos mineiros,
todos os sábados pra comer
o famoso bife de fígado acebolado,
uma tradição na cidade.
O que não pode faltar também
é o famoso queijo de minas,
com muitas variedades
pra mineirin nenhum botar defeito.
Isto sem falar das linguiças apimentadas
que sempre acompanham
uma boa comida mineira.
O Mercado Central é o cartão postal
da cidade e do estado,
já que a comida mineira é a referência.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

12 - Pão de queijo



Pão de queijo
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PÃO DE QUEIJO
E já tava demorano, né?
Adonde já se viu, prosa de mineiro,
que num rola receita de Pão de Queijo...
Intão, ocê mede 4 copo de porvilho
naqueles copo de requeijão de copo.
Aí, ocê iscarda o porvilho cum mei copo de óio,
um copo e mei de água e uma cuié de sal.
É bem capaz docê num sabê o quê quié "iscardá".
Faz siguinte:
ocê vai fazeno do jeitin queu tô falano
que no final dá certo.
Intão, ocê mede o porvio e deixa ele queto lá no canto.
Aí, ocê põe o óio, a água e o sal
numa panela e leva no fogo.
Quando fervê, ocê joga rapidin em cima do porvio
e mexe cuma cuié de pau.
Isso que é "iscardá", tendeu?
E, dá-lhe ovo, sem miséria.
Vai pono ovo inté a massa ficá mole,
manemeno uns dez ovo vai.
Se ocê tivé ovo caipira, mió, quêle fica bem marilin.
Purulti, misture um copo de queijo minas ralado.
Cum duas cuié ocê vai fazeno as bolota e pono no tabuleiro.
Se ocê num levá jeito,
popô a massa dendunsaco plástico,
faz um buraquin no fundo e vai ispremeno bolota,
direto no tabuleiro.
Ah, unta o tabuleiro só um tiquin,
sinão as bolota vira bulacha.
Forno bem quente.
Óia, ocês põe tenção,
que na receita num vai requeijão de copo.
O copo de requeijão é só pra mode midi o porvilho.
Agora, na hora de cumê,
se ocês pusé uma pelota de requeijão
dendo pão de queijo quente...
Aí,
vira pecado mortal.
E num isquece do cafezin, uai.

11 - O causo da comadre



 Casa de roça
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SONGA-MONGA
E tem aquele causo do cumpadre
que tava de olho gordo na cumadre.
Cuma nunca dava jeito,
ele deu o jeitin dele.
Inventô de aparecê numa hora
que o cumpadre num tava em casa.
E ficou lá, a tarde inteira,
naquela falta de assunto,
sem querê falá no mutivo da visita.
E a cumadre , só fingino de boba.
De repente,
o cumpadre falô num rompante só:
_ E aí cumadre,
nóis trepa ou nóis toma um cafezin?
E a cumadre, songa monga que só ela respondeu:
_ Cê credita que num tem pó?